Previdenciária - Esclarecida dúvida sobre o grau de risco ambiental do trabalho e atividade preponderante para fins de recolhimento da contribuição previdenciária



03/01/2018


A Coordenação-Geral de Tributação da Receita Federal do Brasil esclareceu que, a partir da edição do Ato Declaratório PGFN nº 11/2011, a alíquota da contribuição previdenciária destinada ao financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GIIL-RAT), de que trata o inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212/1991, é aferida com base no grau de risco da atividade econômica preponderante desenvolvida em cada estabelecimento da empresa, regularmente inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), podendo esse critério de aferição da alíquota ser aplicado retroativamente, desde que observados os respectivos prazos prescricionais.

Com a alteração do critério de apuração da alíquota da contribuição previdenciária destinada ao financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do GIIL-RAT, de que trata o inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212/1991, não foi alterada a forma de aferição da atividade preponderante prevista no § 3º do art. 202 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto nº 3.048/1999.

A atividade preponderante a ser apurada por estabelecimento continua sendo realizada de acordo com a forma prevista no referido dispositivo, ou seja, pela atividade econômica que ocupa o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. 

Em relação às informações na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), para sua retificação, com a edição do Ato Declaratório nº 11/2011, e até a publicação da Solução de Consulta Cosit nº 180/2015, a empresa que tiver informado em GFIP os dados a que se refere o § 13 do art. 202 do RPS, cuja apuração tenha levado em consideração como atividade econômica preponderante a que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos, poderá, observado o prazo prescricional, retificar as informações prestadas de modo que a apuração de tais dados considere como atividade econômica preponderante a que ocupa, no estabelecimento, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. Caso essa retificação resulte em recolhimento realizado a maior, o crédito poderá ser compensado nos termos do que dispõe a Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017.

(Solução de Consulta Cosit nº 677/2017 - DOU 1 de 02.01.2018)

Fonte: Editorial IOB




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